• Luciana S. Correa

Um saco de pipoca e outro de reflexão, por favor!

Atualizado: Jul 8

Imagine a seguinte cena: você, munida de um pequeno quadro branco e uma caneta, tentando se comunicar com um ser alienígena com três vezes a sua altura, sete pernas, sem olhos, sem nariz e sem boca.


Pois bem, esta é uma das cenas mais marcantes do filme A Chegada (2016), estrelado pela ótima Amy Adams.

Foto: divulgação - A Chegada - Paramount Pictures

Eu adoro cinema! Eu gosto das histórias humanas que os filmes contam e sempre encontro uma palavra ou uma frase interessante que me faz pensar.


Sabe aquele filme que te empolga, que você assiste diversas vezes e sempre encontra mais alguma coisinha nova, e que você indica para todo mundo? Pois é, para mim, A Chegada é um destes filmes.



Sua narrativa gira em torno de uma linguista, integrante de um grupo de especialistas que tenta fazer contato com alienígenas, os Heptapods – como os humanos os chamam, que chegam à Terra em naves enormes, com aparência física absolutamente diversa da nossa e nenhuma forma de comunicação que possa ser correlacionada às línguas faladas ou escritas no planeta.


Como seria de se esperar, as trocas entre os pesquisadores e esses seres são extremamente difíceis e permeadas pelos medos dos humanos que, defensivamente, julgam os visitantes uma enorme ameaça. É a Dra. Louise Banks, personagem de Adams, que traz uma alternativa para a quebra destas resistências.


E, para mim, é aí que está a grande sacada do filme.



A Chegada é um convite à reflexão e ao pensamento diverso, aberto à inovação, ao olhar questionador e curioso que tem sido tão importante na nossa evolução como espécie.


Abrindo-se para uma forma de pensar diferente da sua, a linguista adquire conhecimento e experiências que são capazes de fazê-la enxergar mais amplamente, sob ângulos que jamais imaginou serem possíveis. É sua disponibilidade para o novo que lhe permite se comunicar amplamente com os Heptapods e trazer um grande conhecimento à Humanidade.



Penso muito nisso quando me deparo com as constantes inovações tecnológicas. Mais do que medo ou uma ação defensiva frente a elas, eu procuro me abrir.


Entendo que a beleza da nossa relação com a tecnologia está em achar, a partir dela, novos caminhos, novas formas de pensar que rompam com o conforto do que é conhecido e nos tragam possibilidades de realizar o que antes era inimaginável.


Neste sentido, como mostrado no filme, romper com o pensamento linear, atitude que tem tudo em comum com os avanços tecnológicos, é o passaporte para uma comunicação mais abrangente e verdadeira, cujo objetivo maior é o estabelecimento de relações recíprocas nas quais há benefícios mútuos.


Ao abrir mão do conhecimento já adquirido, a pesquisadora criou a oportunidade para uma subversão das relações e da ciência de tal forma eloquente que todo o destino da humanidade se viu alterado positivamente.


Da mesma forma, tenho procurado me abrir às inovações tecnológicas. Afinal, pode ser que qualquer uma delas também seja uma nova grande dádiva à humanidade.


22 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo